sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Centros Urbanos:Belo Horizonte

Divulgação/Belotur

Beleza arquitetônica e natural se une às comidinhas para definir BH

O porte de metrópole e a imponência dos prédios não afetam o calor humano de Belo Horizonte. A razão talvez seja porque, nas mesas dos mineiros, os prazeres de beber e comer são sagrados, aproximando as pessoas. Estar num bar com os amigos aqui é tão importante que são milhares de estabelecimentos espalhados por todos os lugares - motivo pelo qual a cidade ficou conhecida como a capital dos barzinhos e é o berço do festival Comida di Buteco.

Os bairros Savassi e Lourdes é que são os mais conhecidos por concentrar o maior número de botecos interessantes, mas outras qualidades reforçam o turismo em "Beagá". A beleza arquitetônica é uma delas. A cidade planejada serviu de ensaio para Brasília e, por isso, em seu projeto há vários exemplares de obras de Oscar Niemeyer. Na região da Lagoa da Pampulha, um circuito se forma, com a Igreja de São Francisco de Assis sendo um de seus cartões-postais mais famosos.

Nas áreas centrais, as praças e museus modernos - que contam a história mineira de forma criativa e interativa-, são paradas imperdíveis. Além disso, a natureza se faz presente com opções de caminhadas ecológicas. Basta olhar o horizonte da capital mineira para identificar para onde alguns desses passeios vão. Serras verdes emolduram os limites da cidade, construída num mar de montanhas, sendo a Serra do Curral a mais próxima.

Guias e roteiros rápidos

Ecoturismo e aventura:Cânions e trilhas combinam com o friozinho em Aparados da Serra, no Rio Grande do Sul

Arte UOL

 
No Sul do Brasil, Rio Grande do Sul e Santa Catarina compartilham uma fronteira que guarda atrações singulares: estão lá o maior conjunto de cânions do relevo brasileiro e também as temperaturas mais baixas do país tropical. Em cidades como Cambará do Sul, a 180 km de Porto Alegre, é comum que o frio se aproxime de 0ºC ainda no outono, em junho. Os meses de inverno não desapontam quem gosta de ficar tremendo ao ar livre, vendo a paisagem coberta do branco da geada. As longas caminhadas nas trilhas dos cânions aquecem o corpo tanto quanto o chimarrão, a bebida quente que os sulistas sorvem com cuia e bomba.

Dois parques nacionais administrados pelo Instituto Chico Mendes concentram os principais pontos visitados. No Parque Nacional de Aparados da Serra está o cânion mais famoso, o de Itaimbezinho, cujos paredões chegam a 720 metros de altura. Rochas cheias de fendas, aliás: em tupi-guarani, “ita” significa pedra e “aimbé”, cortante. Lá as duas trilhas são fáceis, para qualquer idade ou preparo físico. Crianças fazem o percurso e chegam aos mirantes sem sustos.

No Parque Nacional da Serra Geral, os contornos ondulantes do cânion da Fortaleza deslumbram os turistas com ânimo para uma subida íngreme. A beleza compensa. São vales profundos, como se fossem montanhas com a garganta aberta, numa extensão gigante de 9,5 km. Como em Itaimbezinho, a mata verde se agarra às rochas e as araucárias parecem se equilibrar na beira dos precipícios. Quem vai pela primeira vez aproveita melhor o passeio se contar com um guia, podendo espichar as trilhas até a cachoeira do Tigre Preto e a Pedra do Segredo.

Demarcados há décadas, ambos os parques nacionais continuam com infraestrutura precária, com guaritas que se limitam a registrar o número de visitantes. Há sanitários e bebedouros na sede em Aparados da Serra, e nem isso na Serra Geral.

Para a aventura na terra dos cânions, o conforto se encontra em hotéis e pousadas com lareira e outros mimos como lençóis térmicos e banheiras de hidromassagem. Cambará do Sul tem desde opções para mochileiros e cabanas rústicas de madeira até hospedagens de luxo. No lado catarinense, algumas pousadas de Praia Grande oferecem o privilégio da visão das montanhas já nos quartos, jardins e varandas.

Desde o café da manhã, com doces e salgados múltiplos, as refeições têm comida farta nessa região do Brasil, com receitas que resgatam o pinhão dos antigos indígenas que povoaram a área e o feijão com abóbora dos seus sucessores, os tropeiros. A truta, peixe de águas geladas, substitui a carne bovina em várias ocasiões. Diante do calor da lareira de bares e restaurantes, sopas, fondues e vinhos ganham apelo extra.

Os cânions com centenas de metros de profundidade nasceram da ação do vulcanismo, cerca de 150 milhões de anos atrás. Sucessivos derrames de magma, resfriamentos e solidificações do basalto desenharam um espetáculo da natureza que provoca reações distintas nos que se aproximam. Há quem grite palavrões e quem chore discretamente. Só o medo de cair controla a vontade de sair pulando. O primeiro dos dois parques nacionais surgiu no governo de Juscelino Kubitschek, em 1959, e sua demarcação como área de preservação ambiental interrompeu o desmatamento da floresta nativa de araucárias, misturada à Mata Atlântica.

Majestosa na vida adulta, com 30 metros de altura, a araucária ou pinheiro-do-Paraná é um vegetal dióico: tem pinheiro macho e pinheiro fêmea, fecundada na polinização. As copas produzem as pinhas, cuja semente, o pinhão, é uma iguaria local para o consumo humano e, nas matas, serve de alimento para urubus, gralhas, quatis e capivaras.

Ainda em 1938, um dos primeiros corajosos a sobrevoar o abismo dos cânions foi padre Rambo, nome com que ficou conhecido o pesquisador pioneiro na luta pela criação do parque. Em suas expedições montanha acima e montanha abaixo, padre Rambo arriscou a vida em trilhas como a do Rio do Boi, que hoje são feitas com a segurança de guias, cordas, roupas e calçados apropriados. O rio tem esse nome devido a uma história trágica: a dos bovinos que não enxergavam o precipício, devido à neblina ou à escuridão da noite, e despencavam na rocha.

A trilha radical do rio do Boi dura o dia inteiro, são cerca de 10 km entre as pedras, assim como são necessárias manhã e tarde para as caminhadas que levam aos cânions Churriado e Malacara, ambos com partida no Parque da Serra Geral. Atividades mais tranquilas, de um turno só, incluem as cavalgadas pelas coxilhas das propriedades rurais e ainda o “circuito das águas”, privilegiado com recantos de beleza intensa, como o Lajeado das Margaridas e as cachoeiras do Tio França e dos Venâncios.

Curtir o inverno nas serras gaúcha e catarinense traz experiências como o frio extremo – e a possibilidade de se aconchegar num pelego e vestir, enfim, figurinos exclusivos como o pala de lã, um tipo de sobretudo longo, sem mangas, com abertura única para o pescoço e liberdade total de movimentos. Junto aos cânions, de maio a agosto a visibilidade melhora, sobretudo pela manhã. Mas quem planeja a viagem para o verão aproveita melhor as trilhas nos rios e os banhos de cachoeira.

Turismo Cultural:Cingapura, uma das nações mais ricas e seguras do mundo, surpreende o viajante que visita a Ásia

Arte UOL
Diz a lenda que quando Sang Nila Utama, um príncipe de um antigo reino da Sumatra, saiu para caçar pela região avistou uma ilha desabitada que chamou a sua atenção. Decidido a explorá-la, Utama desembarcou naquele pequeno pedaço de terra e foi recebido por uma fera que ele nunca havia visto.

Aquele encontro inusitado foi considerado um bom presságio e ali o príncipe fundou uma cidade em homenagem ao espírito do animal encontrado: Cingapura que, em língua malaia, significa “A Cidade do Leão”.

Pode não parecer, mas esse minúsculo país de pouco mais de 700 km², conhecido também como “um pontinho vermelho” no extremo sul da península malaia, é capaz de causar a mesma sensação de surpresa no visitante que desembarca naquele território distante do outro lado do planeta, a três dias de viagem de São Paulo (incluindo fuso horário e escalas em outro continente).
 
Não é a toa que, diante daquelas terras a beira mar, o fundador britânico Stamford Raffles tenha dito que Cingapura “é tudo o que podemos desejar”. É tudo e mais um pouco.

Considerada um dos “Tigres Asiáticos” por sua economia dinâmica, essa cidade-Estado de mais de 5 milhões de habitantes que se tornou independente da Inglaterra em 1965 é uma das dez nações mais ricas do planeta; apresenta baixos índices de criminalidade; e possui uma variada cultura local conhecida como peranakan, termo malaio que significa “nascido na região” e que é utilizado para se referir aos descendentes de chineses, indianos e malaios que chegaram à região a partir do século 14, atraídos pela posição estratégica daquelas terras.

Em um país onde a infraestrutura beira a perfeição, o setor turístico não fica para atrás nesse destino localizado no sudeste asiático. Cingapura é dona da roda-gigante mais alta do mundo, uma estrutura onipresente com 165 metros de altura, o equivalente a um prédio de 42 andares, conhecida como Singapore Flyer; inaugurou o hotel Marina Bays Sand em forma de navio e famoso pela piscina com borda infinita que ganhou a atenção da mídia do mundo inteiro; e possui um bem sucedido projeto que transformou uma ilha marcada por guerras e disputa de terras em uma ilha-resort chamada Sentosa e que atrai mais de 5 milhões de visitantes por ano.

Em um país de culturas tão diferentes, em que os quatro idiomas oficiais (inglês, chinês, malaio e tâmil) parecem não dar conta de tanta história para contar e fazem dos anúncios dos trens de metrô uma verdadeira babel, é de se esperar que a cozinha local siga a mesma diversidade. As opções em Cingapura incluem pratos da culinária chinesa (um dos carros chefes do país), malaia, indiana e até comida vegetariana.

Corpo bem alimentado e espírito idem. É quase impossível visitar Cingapura e não incluir no roteiro algum dos impactantes templos budistas e hindus erguidos em bairros temáticos como Chinatown e Little India, onde imperam, respectivamente, sotaques chineses e indianos. No primeiro, o templo budista Buddha Tooth Relic impressiona com sua construção de 5 andares e influências da arquitetura do período da dinastia Tang. A “Sala dos 100 dragões”, um espaço com 100 Budas em diferentes posições, e a “Roda de Prece do Buda Vairocana”, localizada no terraço, fazem do local um dos lugares mais belos de toda Cingapura, independente de qualquer crença religiosa.

Na Little India, um bairro típico indiano a leste do rio Cingapura, basta uma volta descompromissada pela Serangoon Road, onde o cheiro forte do incenso se mistura ao curry intenso dos pratos indianos, para o visitante ter bem diante dos olhos um pequeno retrato dos templos hindus encontrados na Índia. O leão parece que conseguiu surpreender não só o príncipe da Sumatra, mas todo o resto do planeta.

Praia e Descanso:Com atrações naturais e históricas, Cancún é um dos mais divertidos destinos do Caribe

Com atrações naturais e históricas, Cancún é um dos mais divertidos destinos do Caribe
Arte UOL
Cancún é um dos principais destinos turísticos do México e não é difícil entender por quê. Localizado na Península de Yucatán, na costa sudeste do país, e banhado pelo mar do Caribe, o balneário está cercado por algumas das mais belas praias do mundo. A visão remete, sem dúvida, a uma obra de arte tropical: a água exibe infinitas gradações azuis e quebra em areias de textura fofa e cor branca, de onde brotam palmeiras que dançam ao sabor do vento.

Tal clima de ilha deserta, porém, é parte de um contexto bem mais amplo: Cancún é um resort turístico por excelência e, sobre sua paradisíaca orla, surgem hotéis de arquitetura imponente e piscinas que parecem fundir-se com as águas marinhas. As opções de entretenimento oferecidas aos visitantes são tão inventivas quando variadas: a cidade está rodeada por outros grandes destinos mexicanos, como a ilha de Cozumel e a Isla Mujeres, e, dentro dessa região, é possível mergulhar com golfinhos, nadar dentro de cavernas, conhecer ruínas maias e se divertir em suntuosos campos de golfe.

E quando o sol de põe sobre a lagoa Nichupté, que permeia Cancún, o lugar ganha outra dimensão: as inúmeras discotecas e bares locais dão o play na música, abrem as garrafas de tequila e a diversão só acabará no final da madrugada.

A alta temporada do turismo em Cancún vigora entre o final de dezembro e meados de abril. O restante do ano é considerado baixa temporada e os preços dos hotéis no balneário diminuem um pouco. Mas há que se levar em consideração um fator importante: a região é geralmente atingida por furacões entre o começo de junho e o começo de novembro.

Cancún sofreu muitos prejuízos no primeiro semestre de 2009, com a pandemia causada pelo vírus A H1N1 (que teve seu epicentro no México). Mas a situação vem melhorando aos poucos: a taxa de ocupação hoteleira da cidade, que foi de apenas 20% em maio de 2009, já havia subido para 44% no mês de setembro (o normal, porém, seria uma ocupação de pelo menos 70%). Enquanto o pânico provocado pela gripe suína se dissipa, o balneário volta a mostrar ao mundo o que tem de melhor: muitas atrações históricas, naturais e noturnas, perfeitas tanto para um passeio familiar como para uma excursão regada a boemia.

Família e Crianças:Nossa Senhora da Conceição Aparecida move multidões de devotos


Dizem que a fé move montanhas, mas em Aparecida, a 188 quilômetros de São Paulo, o movimento é dos devotos e visitantes em um dos
maiores templos católicos do mundo: o Santuário de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. 


O turismo na cidade gira em torno da 'casa' da padroeira do Brasil e os números que a acompanham são surpreendentes: mais de oito milhões de romeiros passam por ali anualmente, tendo por recorde em um único dia 231 mil visitantes. Pessoas de todo o país (e mesmo religiosos estrangeiros) lotam diariamente esse Santuário religioso que só perde em tamanho para aBasílica de São Pedro, no Vaticano.

Em pleno Brasil de sincretismos, impressiona ver a dedicação e a emoção de fiéis diante da imagem de 39 centímetros que se encontra na galeria superior da Basílica. Religiosos que chegam ajoelhados, choro e muita oração são as principais imagens que se vêem aos pés da santa.
ATRAÇÕES
Eduardo Vessoni/UOL
Na Capela das Velas, fiéis fazem pedidos
Eduardo Vessoni/UOL
Sala das Promessas, um dos lugares mais impressionantes do Santuário
Arturo Mari/AFP
Em 2007, o papa Bento 16 celebrou missa em Aparecida
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JÁ ESTEVE EM APARECIDA?
Mas essa devoção não é de hoje. Em 1717, em uma época de poucos peixes no rio Paraíba do Sul, três pescadores que trabalhavam na região encontraram em suas águas uma imagem quebrada da Senhora da Conceição. Após essa "aparição", a pesca de peixes foi tão abundante que passou-se a considerá-la Aparecida e, posteriormente, Rainha Padroeira do país.

A partir daquele momento, a seqüência de milagres não cessou e como prova de seu agradecimento iniciaram-se as primeiras romarias até Aparecida. Os anos foram passando, o acontecimento milagroso foi conquistando a fé de todo o país e o que era uma imagem deteriorada pelas fortes águas do rio Paraíba do Sul transformou a região no maior santuário mariano do mundo.